Portal Terra
SÃO PAULO - A Guarda Civil Metropolitana de São Paulo irá triplicar o número de câmeras de vigilância usadas para monitorar as ruas da cidade até o final do ano. Atualmente, são 35 câmeras, mas até dezembro deverão ser 99.
Com as 64 novas câmeras, o número de vias monitoradas irá das atuais 96 para 369. O custo de R$ 3,8 milhões será bancado pela iniciativa privada.
O objetivo da ação é aumentar a segurança nas ruas da cidade, já que de acordo com o inspetor Evander Simão de Almeida, responsável pelo projeto de monitoramento na cidade, a câmera inibe a ação dos bandidos. Segundo ele, nos locais da cidade onde já há câmeras a redução de crimes foi em média de 15%. Ele cita como exemplo o Vale do Anhangabaú, onde o comércio de drogas foi praticamente zerado.
- Conseguimos colocar as imagens de uma ocorrência em tempo real na tela do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) - diz.
A maioria das prisões ocorre por venda de entorpecentes, furtos e roubos a pedestres e estabelecimentos comerciais.
A segunda fase do programa de monitoramento da cidade será expandida para as avenidas Paulista, Doutor Arnaldo, Rebouças, Henrique Schaumann, 23 de Maio e Senador Queirós e para a Baixada do Glicério. A rua 25 de Março e a região da Nova Luz, que já têm câmeras, receberão mais equipamentos.
Apesar dos números, nem todos concordam com as câmeras como política de segurança pública.
- Filmar a rua me parece um tipo de ação muito pouco eficiente e determinante de violação da privacidade. Seria melhor executar os 120 mil mandados de prisão expedidos e não cumpridos em São Paulo - diz Vidal Serrano Nunes, promotor de Justiça e professor de direito constitucional da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.