Portal Terra
BRASÍLIA - Ao chegar no Congresso Nacional na tarde desta quinta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), evitou comentar a decisão do Conselho de Ética de investigar a sua movimentação financeira de 2002 a 2006 e de aprofundar as perícias em seus documentos.
Questionado se apresentaria nova documentação ao colegiado para envio à Polícia Federal, Calheiros limitou-se a repetir, por diversas vezes: - Em nenhum momento eu pedi o direito de presunção de inocência. Eu inverti o ônus da prova, apresentei sempre a prova contrária.
Calheiros entrou no Congresso segurando o que chama de "dossiê ignorado", com notícias que comprovariam sua inocência. - Em algum momento isso aqui tudo aparecerá, porque estão aqui todas as provas que vocês se referem - afirmou.
Pela manhã, a cúpula do Conselho de Ética decidiu que fará o cruzamento de informações entre sua movimentação financeira e a liberação de verba pública para obras da construtora Mendes Junior, empresa em que trabalha Claudio Gontijo, acusado de pagar contas pessoais do presidente da casa.
Os relatores Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO) estiveram também na Polícia Federal, que deu o prazo de 20 dias para concluir o trabalho da perícia, contando da data do recebimento dos documentos.