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BRASÍLIA - A Polícia Federal encaminhou relatórios ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, informando que os deputados Paulo Magalhães (DEM-BA), Maurício Quintella (PR-AL) e Olavo Calheiros (PMDB-AL) teriam cobrado R$ 840 mil para intermediar interesses do empreiteiro Zuleido Veras.
Veras é o dono da Gautama, empresa por meio da qual funcionou um esquema nacional de fraude a licitações com a conivência de servidores públicos e políticos, segundo investigação da Operação Navalha.
Antonio Fernando abriu procedimentos administrativos por meio dos quais os deputados passaram a ser alvo de apuração do Ministério Público. Segundo a PF, dos três, Olavo, irmão de Renan Calheiros, é o que teria recebido a maior quantia: R$ 400 mil, pelo que se descobriu até o momento.
As informações enviadas pela PF foram colhidas nas escutas e com o cruzamento de dados sobre a tramitação de emendas, além de em documentos apreendidos, como a agenda do diretor da Gautama Gil Jacó de Carvalho Santos.