Agência JB
SÃO PAULO - A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira 18 mandados de prisão e 49 de busca e apreensão em 10 Estados do País. O objetivo da operação Reluz é desmontar um esquema de sonegação de impostos comandado por uma distribuidora de cigarros de São Paulo.
A falsificação de selos do Imposto sobre Produtos Industrializadas (IPI) e de marcas de produtos já foi identificada. A estimativa é que o prejuízo chegue a R$ 100 milhões.
Além dessas irregularidades, a suspeita é que empresas do ramo de bebidas alcoólicas também estão sendo usadas pela quadrilha. Em comunicado, a Receita informa que distribuidoras "laranja" serviam de fachada para os sonegadores em dez Estados: São Paulo; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; Paraná; Minas Gerais; Bahia; Pernambuco; Paraíba; Pará; e Rondônia.
A Receita não divulgou os nomes dos integrantes da quadrilha. Em comunicado, informou que um dos líderes "é membro de uma família da elite do interior de Minas Gerais". A nota também afirma que um contador da quadrilha recebia apoio de servidores da Receita Federal do Brasil, um deles lotado em São Paulo.
O imposto sonegado era gasto em cassinos clandestinos ou aplicados em imóveis de luxo, fazendas, carros, barcos e aviões registrados em nome de terceiros.