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Parada Gay de São Paulo bate recorde com 3,5 milhões de pessoas

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Portal Terra

SÃO PAULO - A 11ª Parada do Orgulho GLBT de São Paulo superou o público de 2006 e bateu recorde este ano com 3,5 milhões de pessoas, segundo estimativas preliminares da organização do evento. A Polícia Militar ainda não tem um número consolidado de pessoas.

A festa começou às 13h na avenida Paulista e contou com a passagem de 21 trios elétricos que animaram a multidão. Pouco antes das 18h, tempo previsto para liberação da avenida, já não havia mais nenhum trio na Paulista.

O evento continua pela Consolação e será encerrado pelo trio dos DJs Fischerspooner, que foi direto para a última parte da festa e não passou pela Paulista após ficarem presos em um viaduto por causa da altura.

Considerada a maior manifestação de homossexuais do mundo, a parada, sob o lema Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia teve apoio financeiro oficial pela primeira vez, incluindo patrocínio da Petrobras e da Caixa Econômica Federal.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, que já foi prefeita de São Paulo e sempre apoiou o evento, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, assim como o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assistiram ao começo da manifestação para externar o apoio ao movimento e rechaçar qualquer tipo de discriminação.

Kassab abriu a festa afirmando que a Parada Gay pode se tornar o evento mais rentável para a capital paulista, passando a Fórmula-1. Marta Suplicy engrossa o coro com o prefeito.

- O turista gay é melhor pela própria circunstância. Não tem filhos, consegue ter um padrão de vida mais alto. O turismo gay é indispensável no mundo todo. Essa festa é para eles. Temos hotéis e restaurantes lotados - disse ela.

Famílias

A festa deste ano contou com um número muito alto de crianças, que foram acompanhadas de pais heterossexuais.

- Tenho amigos que são gays. As pessoas devem se informar. Acho que tem que existir a parada mesmo, para abrir a mente do povo - disse a pernambucana ngela Maria Maze, 44 anos, que estava acompanhada do filho Pedro, 1.

Em clima de harmonia, crianças pequenas levantaram bandeiras do movimento. Muitas curtiram a festa no colo e ombros dos pais.

Violência

A Parada Gay deste ano também foi marcada pelo alto índice de furtos e roubos e por algumas brigas entre os participantes.

A Polícia Militar chegou a recomendar que as pessoas não levassem celulares e carteiras, objetos mais visados pelos assaltantes que circularam no evento.

A estudante Amanda Galvão, 23 anos, ficou até o fim da festa e reclamou que o evento "foi muito tumultuado este ano".

- As pessoas esquecem o que é importante para os nossos direitos - disse ela.