Agência JB
CURITIBA - A adesão à greve dos funcionários da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ocorrerá aos poucos até chegar à paralisação geral, disse nesta terça-feira o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Paraná (Sinditest), José Carlos Assunção Belotto.
Segundo ele, nesta terça a adesão foi dos funcionários do Restaurante Universitário, que deve permanecer de portas fechadas, deixando de servir cerca de seis mil refeições por dia.
- O comando de greve criou comissões para acompanhar a paralisação, entre elas, uma de ética, que avaliará constantemente os procedimentos para que os serviços essenciais sejam mantidos e a população não seja prejudicada.
Belotto disse que a paralisação começou na manhã de segunda-feira, como parte de uma mobilização nacional, com a adesão de outras 32 universidades federais.
Os primeiros funcionários a aderir foram os técnico-administrativos. De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital de Clínicas, onde trabalham cerca de 2,2 mil funcionários, a adesão atinge setores essenciais como o Centro Cirúrgico e a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Nesta terça-feira pela manhã foram feitas quatro cirurgias. A média diária oscila entre 35 e 40 procedimentos. A assessoria informou que só estão sendo agendadas cirurgias de emergência; as eletivas estão sendo remarcadas para ocorrer entre dois e seis meses.
Na UTI, onde estão internados 14 pacientes, apenas quatro funcionários estão atendendo. A assessoria afirmou que a direção do hospital vai remanejar os funcionários para não causar danos aos pacientes. O atendimento a consultas pré-agendadas será diminuído.