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SÃO PAULO - O presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, disse nesta terça-feira que os investimentos da mineradora estão limitados no Brasil pela demora na liberação de licenças ambientais para projetos de geração de energia.
- Para a próxima década os investimentos da Vale estão limitados por causa da diposnibilidade de energia, afirmou durante seminário 'O Tamanho do Estado e os Caminhos do Desenvolvimento'.
- Não há dúvida de que temos que respeitar o meio ambiente, o que não dá é para ficar discutindo, porque lá na frente vamos ter um problema de energia grave, afirmou.
Ele lembrou que a usina hidrelétrica de Estreito, projeto no Maranhão para gerar 1.087 megawatts, que tem a Vale, Suez Energy, Alcoa e Camargo Corrêa como sócios, está parada por conta de uma liminar judicial impedindo a continuidade das obras.
Destacou ainda que nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consegue obter licença para o complexo hidrelétrico de rio Madeira, em Rondônia, obra que consta no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e vai gerar 6,4 mil megawatts.