Agência JB
RIO - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, respondeu declaração do presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, que afirmou que até o ano de 2013 a empresa não terá disponibilidade energética para novos investimentos, na tarde desta terça-feira. Consciente de que a energia é um problema grave e que impede o crescimento do país, ministro colocou que o governo está empenhado em solucionar a questão.
- Temos que resolver hoje a demanda de energia dos próximos oito, dez anos, porque de fato o crescimento tende a nos colocar em xeque nesse período, ou até antes disso. O governo também tem essa visão e está trabalhando para resolver isso nesse período - afirmou Bernardo.
Paulo Bernardo ressaltou que existe um número grande de usinas hidrelétricas em construção, mesmo que sejam unidades menores, mas lembrou que é preciso criar um debate sobre como aproveitar todas as possíveis fontes de energia.
- Precisamos diversificar nossa matriz. A Petrobras já está fazendo isso na área do gás, e o governo vai ter que decidir em algum momento o que fazer na área nuclear e acelerar esse processo das hidrelétricas - disse o ministro.
Paulo Bernardo afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi elaborado também para atender as necessidades do setor e que dos R$ 504 bilhões previstos para o programa, R$ 274 bilhões são destinados para a área energética. O ministro disse ainda não acreditar que a Companhia Vale do Rio Doce esteja deixando de investir por falta de energia e descartou a possibilidade de um apagão energético para os próximos quatro anos.
- Temos que trabalhar para afastar essa possibilidade, mas isso tem que ser feito de forma permanente. Não estamos descuidando, mas precisamos permanecer alertas. Até 2011 não temos problemas. Precisamos construir a energia extra para ser consumida na seqüência -, finalizou.