Agência Brasil
SÃO PAULO - A assembléia-geral dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiu, na última segunda-feira à noite, manter a ocupação do edifício da reitoria da instituição. Foi aprovada também a continuidade das negociações com a reitoria e com o governo do Estado.
A assembléia, que contou com a presença de aproximadamente 700 pessoas, foi realizada após a segunda reunião de representantes dos estudantes com o secretário estadual de Justiça, Luiz Marrey.
Na última segunda-feira, a reitora da USP, Suely Vilela, também participou do encontro. Uma nova reunião entre as partes deve ocorrer até sexta-feira.
Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, o único avanço da reunião foi a possibilidade anunciada pelo governo de reformulação dos decretos do governador José Serra. Na primeira reunião entre os alunos e Marrey, realizada na última quinta-feira, o secretário de Justiça admitiu que o governo poderia discutir aperfeiçoamentos nos decretos que, segundo os alunos, colocam em risco a autonomia universitária. Marrey afirmou, no entanto, que os decretos não seriam revogados.
Na reunião dessa segunda-feira, o secretário de Justiça considerou que a questão dos decretos deve ser debatida de outra forma.
- Não basta elencar 20 pontos de inconstitucionalidade (dos decretos) e não ingressar em juízo (...). Se eles estão dizendo que é inconstitucional, ingressem com uma ação popular e deixem o Poder Judiciário decidir, disse depois do encontro.
Nesta terça-feira, os funcionários da USP fazem assembléia para decidir sobre a continuidade da greve. Na quinta-feira, deverá ocorrer uma passeata com estudantes e funcionários das três universidades paulistas (USP, Unicamp e Unesp), que seguirá da USP até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.