Agência Brasil
SÃO PAULO - A assembléia-geral dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiu no fim da noite de segunda-feira, 28 de maio, manter a ocupação do edifício da reitoria da instituição. Foi aprovada também a continuidade das negociações com a reitoria e com o governo do estado.
A assembléia, que contou com a presença de aproximadamente 700 pessoas, foi realizada após a segunda reunião de representantes dos estudantes com o secretário estadual de Justiça, Luiz Marrey. Ontem, a reitora da USP, Suely Vilela, também participou do encontro. Uma nova reunião entre as partes deve ocorrer até sexta-feira, 1º de maio..
Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, o único avanço da reunião realizada ontem foi a possibilidade anunciada pelo governo de reformulação dos decretos do governador José Serra.
Na primeira reunião entre os alunos e Marrey, realizada na última quinta-feira, 24 de maio, o secretário de Justiça admitiu que o governo poderia discutir aperfeiçoamentos nos decretos que, segundo os alunos, colocam em risco a autonomia universitária. Marrey afirmou, no entanto, que os decretos não seriam revogados.
Na reunião dessa segunda-feira, o secretário de Justiça considerou que a questão dos decretos deve ser debatida de outra forma.
- Não basta elencar 20 pontos de inconstitucionalidade [dos decretos] e não ingressar em juízo (...). Se eles estão dizendo que é inconstitucional, ingressem com uma ação popular e deixem o Poder Judiciário decidir, disse depois do encontro.
Hoje, dia 29 de maio, os funcionários da USP fazem assembléia para decidir sobre a continuidade da greve. Na quinta-feira, dia 30 de maio, deverá ocorrer uma passeata com estudantes e funcionários das três universidades paulistas (USP, Unicamp e Unesp), que seguirá da USP até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.