Agência JB
BRASÍLIA - Exatamente uma semana após começar a ouvir os acusados de envolvimento no suposto esquema de fraude em licitações públicas investigado pela Operação Navalha, da Polícia Federal (PF), a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, relatora do inquérito judicial, pretende encerrar nesta segunda-feira (28) os depoimentos que ficaram pendentes.
Das pessoas que foram presas desde o início da operação, falta o depoimento de cinco suspeitos ligados à construtora Gautama, a empresa que, segundo a PF, seria o centro de todo o esquema, aliciando servidores e políticos para obter favorecimento em licitações de obras públicas federais, estaduais e municipais. São eles:
Tereza Freire Lima, funcionária;
Abelardo Sampaio Lopes Filho, diretor;
Gil Jacó Carvalho Santos, diretor financeiro;
Rodolpho de A. Soares de Veras, filho do dono;
Henrique Garcia, administrador ligado à empresa.
Os cinco presos seriam ouvidos no último sábado (26), mas os depoimentos foram transferidos para esta segunda-feira. As audiências estão previstas para começar às 9h.
Na semana passada, a ministra Eliana Calmon ouviu 39 suspeitos de integrar o esquema de fraudes investigado pela PF. De todas as pessoas chamadas a depor, apenas Zuleido Veras, dono da Gautama; Vicente Coni e Maria de Fátima Palmeira, diretores da empresa; e o funcionário da construtora João Manoel Barros continuam presos.
No sábado (26), Zuleido recusou-se a depor à ministra Eliana Calmon e voltou para a carceragem da PF. Já Vicente Coni, Maria de Fátima Palmeira e João Manoel Barros foram os únicos, até o momento, a não obter alvará de soltura após terem sido ouvidos no STJ.
Todos os demais acusados foram liberados ou pela ministra Eliana Calmon ou por meio de liminar concedida pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. No total, chega a 39 o número de libertados dentre as 48 pessoas que foram presas no decorrer da operação da PF.