ASSINE
search button

Renan não confirma origem do dinheiro de pensão alimentícia

Compartilhar

Carla Andrade, Agência JB

RIO - Apesar de ter recebido abraços de uma fila de senadores e líderes dos partidos, depois de seu discurso na tarde desta segunda-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) terminou o dia sem explicar a origem do dinheiro gasto em pensão alimentícia. Em discurso da cadeira de presidente, Calheiros negou que suposto lobista tenha pago suas despesas com a filha que teve com a jornalista Mônica Veloso.

Tamanho apoio e solidariedade não impediu a abertura de uma investigação pelo corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), que vai examinar documentos e ouvir testemunhas sobre o caso, para ver se cabe uma denúncia formal ao Conselho de Ética.

Para provar que paga pensão mensal de 3 mil reais, ele mostrou cópias de seu contracheque do Senado, que registra o desconto desde fevereiro de 2006, dois meses depois do reconhecimento oficial da paternidade, em dezembro de 2005.

Calheiros afirmou também que antes do reconhecimento da paternidade, pagou, entre março de 2004 e novembro de 2005, aluguel de residência e cerca de 8 mil reais a jornalista. Também disse ter feito um pecúlio de 100 mil reais para a educação da filha, mas não exibiu comprovantes desses pagamentos.

Sua assessoria informou que os 8 mil reais eram pagos mensalmente por meio de depósito na conta bancária de Mônica Veloso e, eventualmente, em dinheiro vivo. Gontijo teria sido o intermediário dos pagamentos em dinheiro.

As únicas movimentações financeiras para as quais Renan Calheiros não apresentou comprovantes em seu discurso no plenário mereceram contestação do advogado da jornalista Mônica Veloso, Pedro Calmon Filho, em entrevista por telefone ao Jornal Nacional.

O advogado afirmou que 'não existe fundo para educação e cultura da menina. O pagamento foi feito para complementar o valor da pensão alimentícia', referindo-se à diferença entre de 12,5 mil reais para 3 mil reais após o reconhecimento da paternidade. Ele também confirmou

que os pagamentos à jornalista eram feitos mensalmente por Gontijo, no escritório da Mendes Júnior.