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PI: Universitários recepcionam ministro com protesto

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Portal Terra

TERESINA - Estudantes de medicina da Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizaram um protesto nesta segunda-feira, durante visita do ministro da Educação, Fernando Haddad, em Teresina. Cerca de 100 manifestantes ocuparam a frente do hotel Rio Poty, local onde foi lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Piauí. Os estudantes protestaram contra a transferência do Hospital de Doenças Infecto-contagiosa, antigo HDIC, para o Hospital Universitário.

- Viemos pedir ao ministro seu apoio para que esse projeto não seja viabilizado. A transferência do hospital fere os preceitos do MEC - afirmou Iuri Paz, 21 anos, estudante do quarto período de medicina. Com a aglomeração dos manifestantes, a equipe de segurança do ministro solicitou reforço policial durante a saída de Fernando Haddad e do governador Wellington Dias (PI) do hotel.

Os estudantes tentaram falar com o ministro, mas não conseguiram. A assessoria pegou a pauta de reivindicação dos manifestantes e garantiu que irá entregá-la ao ministro.

Ao lançar o Plano de Desenvolvimento da Educação em Teresina, o ministro Fernando Haddad culpou a "omissão dos governos anteriores" com relação a ações contra o analfabetismo. - A maior culpada é a União, que nas últimas décadas se omitiu do papel de provedor da educação, principalmente nos Estados do Nordeste - disse ele.

De acordo com o ministro, o Fundo da Educação Básica (Fundeb) e o Plano de Desenvolvimento da Educação são instrumentos para confrontar o enorme desequilíbrio regional que se verifica na educação do País. Piauí e Alagoas são os Estados com o menor Índice da Educação Básica (Ideb). Ele garantiu que irá priorizar as regiões nordestinas, que apontam os índices mais preocupantes: 30% da população acima de 15 anos não sabem ler e escrever.

No lançamento do plano, o ministro informou que 80% do orçamento será destinado aos governos estaduais e municipais para a redução do analfabetismo. Em seu discurso, Fernando Haddad disse que estão previstos R$ 5 bilhões para o setor e garantiu que "não faltarão recursos para a educação".

O ministro reclamou ainda que as prefeituras com os percentuais de analfabetos acima de 30% foram as que menos apresentaram projetos junto ao MEC. Ele disse que o MEC irá "in locum" aos municípios para ajudá-lo na elaboração dos projetos. Após o evento, o ministro visitou o Instituto Dom Barreto, centro de Teresina, escola que obteve o melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.