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AL: médicos param por tempo indeterminado

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Portal Terra

ALAGOAS - Os médicos alagoanos decidiram na noite desta segunda-feira pela greve por tempo indeterminado. Eles reclamam de perdas salariais de 300%, mas pedem reajuste nos salários de 50%.

O Governo do Estado conseguiu na Justiça uma liminar decretando a ilegalidade do movimento, mas o Sindicato dos Médicos vai recorrer ao Tribunal de Justiça para derrubar a liminar. Enquanto isso, a greve, que era uma paralisação no início da manhã desta segunda-feira, transformou-se em greve geral, com ameaça de demissão coletiva da classe.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão, defende a legalidade da greve. - No passado, a média salarial no Estado era de 20 salários mínimos. Hoje, não passa de três e estamos há cinco meses tentando avançar na negociação, mas até aqui sem sucesso - contou.

Segundo Galvão, 30% do contingente de médicos está mantido. Na capital alagoana, os cinco ambulatórios 24 horas estão fechados.

Enquanto isso, o secretário da Saúde, André Valente, viajou a Brasília levando debaixo do braço um projeto de descentralização do atendimento a gestantes e recém-nascidos de alto risco, para evitar cenas vistas semana passada no Estado: a morte de 12 bebês, em uma semana. O projeto prevê investimento de R$ 3,5 milhões do Governo Federal.