ASSINE
search button

MS: chefões da jogatina no Rio ficarão isolados

Compartilhar

Portal Terra

CAMPO GRANDE - Fernando de Miranda Iggnácio e Rogério de Andrade, acusados de promover uma guerra pela disputa do controle dos pontos de caça-níqueis na zona oeste do Rio de Janeiro, chegaram às 20h50m (horário de Mato Grosso do Sul) à Base Aérea de Campo Grande (MS) e foram levados sob forte escolta para a penitenciária federal.

Hoje rivais, os dois chefões começaram suas trajetórias na contravenção na mesma organização criminosa: Iggnácio era genro e Rogério sobrinho do famoso bicheiro Castor de Andrade.

Os dois são considerados barões do jogo ilegal no Rio de Janeiro. A transferência deles foi determinada pela Justiça Federal do Rio. A Justiça considerou que havia risco em deixar os dois rivais presos na penitenciária de Bangu I sem um esquema de segurança adequado.

Em Campo Grande, Iggnácio e Rogério vão encontrar um dos mais duros regimes penitenciários do País. Cada preso fica em cela individual e é monitorado 24 horas por dia por um sistema de câmeras ligadas à direção do presídio e ao Departamento Penitenciário Nacional em Brasília. Para evitar o contato, os presos nunca saem nos mesmos horários para o banho-de-sol e as visitas têm de passar por detectores de metal e espectômetros (equipamentos que indicam a presença de armas e de drogas).

Iggnácio cumpre pena de 13 anos e 7 meses por crimes como contrabando, descaminho e corrupção ativa (oferecer suborno). Rogério foi condenado a 19 anos de prisão pela morte de seu primo Paulinho de Andrade.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Paulo Medina, suspeito de envolvimento no esquema de exploração de jogos ilegais investigado na Operação Furacão foi relator em um julgamento, no dia 26 de março, que beneficiou Fernando Iggnácio com a possibilidade de redução de sua pena de prisão.

Nas três condenações por corrupção ativa, Iggnácio pediu redução da pena alegando bom comportamento. Medina posicionou-se favoravelmente no relatório e houve empate na votação da 6ª Turma do tribunal, o que determinou que o Tribunal de Justiça do Rio aprecie o pedido para reduzir a pena de Iggnácio por corrupção ativa (3 anos e nove meses).