Leandro Mazzini, Agência JB
BRASÍLIA - O brigadeiro-do-ar Ramon Borges Cardoso, diretor-geral do DECEA - Departamento de Controle de Espaço Aéreo - disse hoje, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo na Câmara, que a Aeronáutica vai enviar para os Estados Unidos controladores de vôo para fazer curso de língua inglesa.
- Estamos contratando curso nos Estados Unidos para que os controladores façam uma imersão de quatro semanas na língua inglesa. Eles ficarão em ambientes onde só se fala inglês - disse o brigadeiro.
O objetivo é aperfeiçoar a linguagem usada pelos controladores no trabalho e evitar que aconteçam novas tragédias como no caso do avião da Gol, em setembro passado, quando morreram 154 pessoas. Uma das causas seria a falha na comunicação com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle Aéreo (Cindacta 1).
O brigadeiro informou também que este ano serão formados 300 controladores no centro de treinamento em São José dos Campos (SP) e mais 300 em 2008.
- Esses números são para cobrir a deficiência que temos hoje. A partir de 2009, formaremos 160 controladores/ano. Temos uma média de 60 baixas por ano, por vários fatores.
Até 2010, a Aeronáutica vai formar 1.100 controladores. O número ainda é pequeno e preocupante, diz o brigadeiro, uma vez que o tráfego aéreo vem crescendo a cada ano.
O oficial negou que haja falha nos softwares nos Cindactas do país, conforme havia denunciado o presidente da Associação Brasileira de Controladores de Vôo, Wellington Rodrigues, na CPI - neste momento, Rodrigues presta depoimento na CPI do Senado.
- Não há deficiências no software de tratamento e visualização. A cada vez que é implantado um software novo, ele é testado durante seis meses até entrar em operação - diz o brigadeiro.