Portal Terra
SÃO PAULO - Manifestantes e policiais entraram em confronto no final da tarde desta quarta-feira, nas proximidades da Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp). Os cerca de 2 mil representantes de diversas categorias de trabalhadores que realizam um protesto no local tentaram invadir o prédio da Alesp e foram reprimidos pela Tropa de Choque da Polícia Militar.
Após cerca de 30 minutos, alguns deputados saíram do prédio pra negociar a entrada de mais manifestantes na assembléia.
Durante o confronto, os manifestantes utilizaram tubos de PVC, mastros de bandeiras, paus, pedras e até placas de sinalização do trânsito para agredir os policiais, que impediram a invasão do prédio utilizando spray de pimenta e golpes de cacetete. Alguns manifestantes arremessaram lixo contra os policiais.
Cerca de 100 policiais fazem a segurança da rampa que dá acesso ao prédio pela porta dos fundos da Assembléia Legislativa. Eles se posicionaram em fileiras para barrar a aproximação dos manifestantes e receberam o reforço de viaturas da Força Tática da Polícia Militar.
A grade que separava policiais e manifestantes foi retirada e o clima ainda é tenso no local.
Antes do início do confronto a multidão gritava "abre, abre", incitada pelo carro de som.
Cerca de 5 mil pessoas estiveram reunidas no local no início do protesto, conforme estimativa da Polícia Militar. Com a chuva, parte dos manifestantes se dispersou.
Mais cedo, o protesto, que saiu da frente do Museu de Arte de São Paulo, chegou a fechar todas as pistas da avenida Paulista, causando congestionamento.
O protesto começou com ato público de cerca de 2 mil professores estaduais. Em assembléia no início da tarde, eles decidiram não entrar em greve.
A categoria é contra a criação da SPPrev, a previdência do Estado de São Paulo, projeto de lei complementar 30/2005 de autoria do ex-governador Geraldo Alckmin que foi retomado pelo governo de José Serra (PSDB).
Segundo eles, o projeto exclui os professores temporários do sistema de previdência da categoria, remetendo-os ao INSS para efeitos de aposentadoria, pensões, licenças, etc. De acordo com os professores, o projeto pode aumentar o teto de contribuição da Previdência.