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Navalha: Tarso diz que PF não investiga Congresso

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Portal Terra

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, tranqüilizou na tarde desta quarta-feira os congressistas que temiam ser alvos da Operação Navalha, da Polícia Federal (PF), pela sua relação com construtora Gautama, envolvida no esquema de fraudes em licitações públicas.

Tarso convocou uma entrevista coletiva para dizer que não há "nenhuma linha investigativa da Polícia Federal sobre nenhum outro poder ou sobre parlamentares" por conta da Operação Navalha.

Segundo Tarso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu uma série de informações com listas de parlamentares que teriam algum tipo de relação com a Gautama, mas que no curso das investigações não foram encontrados indícios de criminalidade.

Porém, o ministro alertou que a PGR pode fazer uma avaliação diferente da PF e abrir denúncias contra alguns parlamentares, mas ele disse não ter informações sobre esse procedimento.

Tarso pediu ainda que a Controladoria-Geral da União (CGU) faça uma análise de todos os contratos da construtora Gautama com o governo e disse que se "for encontrada alguma fumaça" os contratos podem ser rescindidos.

Segundo o ministro, o objetivo desse inquérito não é investigar o Congresso Nacional, mas "avaliar a atividade de lobies ilegais entre empresas e agentes públicos".