Agência JB
BRASÍLIA - Manifestação dos trabalhadores sem-terra,sem-teto e filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) bloquearam, nesta quarta-feira, o táfego de veículos em quatro regiões do estado de São Paulo.
As manifestações fizeram parte do dia nacional de atos em favor da manutenção do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda 3.
Houve interrupções no entroncamento das rodovias Anchieta-Imigrantes, na altura de Cubatão, e na Baixada Santista, com o objetivo de fechar o acesso tanto ao pólo industrial quanto ao Porto de Santos, o maior da América Latina.
A emenda foi vetada pelo presidente após ter sido aprovada pelo Congresso Nacional. Incluída no texto que criou a Receita Federal do Brasil, ou Super Receita, proíbe os fiscais do governo de autuar empresas prestadoras de serviço formadas por um único trabalhador.
Em nota, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) justificou que os protestos estão dentro da jornada de lutas unificadas por mudanças na política econômica, contra as reformas liberais da legislação trabalhista e previdenciária e em defesa de uma reforma agrária anti-latifundiária .
Já na rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, funcionários da montadora General Motors, da empresa eletroeletrônica Phillips e da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) tomaram a pista nos dois sentidos, na altura do quilômetro 137, região do Vale do Paraíba, por aproximadamente 50 minutos. Em conseqüência, a fila de veículos parados atingiu 3,5 quilômetros, conforme a concessionária Nova Dutra.
Em Campinas, integrantes do MST, metalúrgicos das indústrias automobilísticas Honda e Toyota e trabalhadores da petrolífera Reflan fizeram bloqueios nas rodovias Campinas-Monte Mor e Campinas-Paulínia, além de trecho da Anhangüera na altura do quilômetro 330.
Também ocorreram manifestações em Mauá, município da Grande São Paulo. Segundo o MST, lá foram distribuídos panfletos em fábricas, nas escolas, postos de saúde e estações de trem.