Agência Brasil
BRASÍLIA - Após ouvir os depoimentos na última segunda-feira, a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), liberou mais três dos investigados na Operação Navalha da Polícia Federal, são eles: Ernani Soares Gomes Filho, servidor do Ministério do Planejamento; Flávio José Pin, superintendente de Produtos de Repasses da Caixa Econômica Federal em Brasília; e Zaqueu de Oliveira Filho, servidor público do município de Camaçari (BA).
Segundo a assessoria do STJ, mais 12 acusados de participação no suposto esquema criado para fraudar licitações públicas a favor da Construtora Gautama serão ouvidos nesta terça-feira pela ministra, que é a relatora do inquérito. Ex-governadores, assessores de ministros, prefeitos e deputados estão sendo acusados. O esquema foi desmantelado na última quinta-feira.
Na manhã desta terça-feira serão ouvidos o diretor-presidente do BRB, Roberto Figueiredo Guimarães; Adeilson Teixeira Bezerra, secretário de Infra-Estrutura de Alagoas; Denisson de Luna Tenório, subsecretário de Infra-Estrutura de Alagoas; Enéas de Alencastro Neto, representante do governo de Alagoas em Brasília (DF); José Vieira Crispin, diretor de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura de Alagoas; e Márcio Fidelson Menezes, diretor do Detran de Alagoas.
Também estava previsto o depoimento do deputado distrital Pedro Passos Júnior (PMDB-DF), mas a ministra Eliana Calmon decidiu que irá aguardar decisão da Câmara Distrital, que poderá assumir a custódia do parlamentar.
Outros seis acusados prestarão depoimento à tarde: Ivo Almeida Costa, chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia; Sérgio Luiz Pompeu Sá, servidor do Ministério de Minas e Energia (não confirmado pela PF); Jorge Targa Juni, presidente da Companhia Energética do Piauí; Luiz Carlos Caetano, prefeito de Camaçari (BA); Edílio Pereira Neto, assessor do secretário de Infra-Estrutura de Camaçari (BA), Iran César de Araújo Filho; e o empresário José Edson Vasconcelos Fontenele.