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Policiais federais podem partir para greve geral, diz sindicalista

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Agência Brasil

BRASÍLIA - O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Telmo Correa Pereira dos Reis, disse nesta terça-feira que a paralisação da categoria transcorre a todo vapor .

A greve por 72 horas teve início nesta terça-feira e está prevista para terminar no dia 24, a categoria espera se reunir com representantes do Ministério do Planejamento.

- Vamos negociar com o governo, mas se o governo se negar a cumprir o acordo que ele mesmo propôs, vamos deliberar em assembléia uma greve geral, um movimento de pressão radical.

Segundo ele, todos os agentes e delegados da Polícia Federal no estado estão parados, à exceção de policiais lotados em serviços essenciais, como expedição de passaporte urgente para casos de saúde; telecomunicações; apoio de viaturas; manutenção e guarda de armamentos; proteção a testemunhas; e cumprimento de mandados de prisão. Os funcionários administrativos não participam do movimento.

Pereira dos Reis acrescentou que as operações de grande porte realizadas nos últimos dias pela Polícia Federal, como a Operação Navalha, não serão prejudicadas pela greve.

- Elas não vão ter descontinuidade porque ainda estão à cata de provas para instruir as medidas cautelares devidas e, inclusive, alimentar a possível denúncia do Ministério Público contra os investigados - disse, acrescentando que a interrupção desses trabalhos seria "irreversível", pois "prejudicaria a perseguição criminal".

De acordo com ele, a principal reivindicação de agentes e delegados da PF é o reajuste salarial de 30%, que teria sido acordado pelo próprio governo em dezembro de 2006.

- O governo federal atrasou o pagamento. Sem nenhuma explicação ou justificativa, resolveu negar o acordo. Agora ele retomou, dizendo que só pode pagar parcelado.

O sindicalista disse que a categoria até poderia aceitar o pagamento em duas parcelas desde que o pagamento fosse feito integralmente no decorrer de 2007, retroagindo a dezembro de 2006.

- Não tem nenhuma intransigência da nossa parte. Eles [o governo] estão intransigentes contra eles mesmos.

Os agentes e delegados da PF agendaram assembléias para os dias 4, 5 e 6 de junho, quando pretendem reavaliar a paralisação, que poderá prosseguir.