Agência EFE
PARIS - A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) declarou nesta terça-feira o estado de Santa Catarina zona livre da aftosa sem vacinação, fato que o torna a primeira região brasileira a alcançar esta categoria, ao mesmo tempo em que ampliou no Pará o espaço considerado livre de aftosa com vacinação.
O anúncio foi feito pelo diretor-geral da OIE, Bernard Vallat, que em entrevista coletiva detalhou as mudanças de estatuto das doenças infecciosas decididas pela assembléia geral da organização realizado esta semana em Paris.
Vallat enquadrou as remodelações da qualificação do risco de febre aftosa nos dois estados brasileiros no programa iniciado pelo Mercosul, sob supervisão da OIE, para a erradicação da doença infecciosa que afeta o gado, mas não as pessoas.
O secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Antônio Ceron, destacou à agência Efe que seu estado recebeu a nova qualificação 'com muita alegria e responsabilidade'.
Segundo Ceron, 'isto representa possibilidades muito importantes para Santa Catarina já que o estado é a primeira região do Brasil que consegue' o estatuto mais propício sobre a febre aftosa e 'a perspectiva é que o mercado internacional' se abra mais aos produtos dos criadores de gado.
O secretário de Estado considerou que as normas e obrigações impostas pela OIE para chegar à qualificação e mantê-la 'são rigorosas, mas necessárias' e manifestou sua esperança de que o Brasil em seu conjunto possa alcançar no futuro a qualificação de zona imune da aftosa sem vacinação.
O Programa de Ação Mercosul Livre de Febre Aftosa (Pama), que vai ser iniciado por Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, prevê uma faixa de 15 quilômetros de largura nas fronteiras comuns de 'alta vigilância'.
A razão é que a missão de especialistas da OIE que se deslocou para a região em dezembro do ano passado constatou que 'o vírus da aftosa continua circulando, sobretudo nas fronteiras', por isso que foi feito um acordo com os países envolvidos para criar essas regiões de 'alta vigilância', considerando que elas não estão imunes à doença', explicou Vallat.
O diretor-geral está confiante em que as autoridades vão se preocupar para que sejam cumpridas as regras estabelecidas nas fronteiras entre Paraguai, Argentina e Brasil, assegurando que isso pode modificar o estatuto na região.