Agência Brasil
BRASÍLIA - Terminou, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o depoimento do servidor da secretaria de Infra-Estrutura do Maranhão, José de Ribamar Ribeiro Hortegal, investigado e preso na última quinta-feira (17) pela Operação Navalha da Polícia Federal (PF). Embora o depoimento de Hortegal estivesse previsto para a próxima quinta-feira, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, relatora do inquérito, antecipou-o para hoje.
O STJ não informou a razão da mudança na agenda. Na segunda, a Polícia Federal divulgou que foram apreendidos R$ 730 mil na casa do servidor. Há suspeita dos investigadores que o dinheiro pode ser de propinas do esquema de fraudes em licitações públicas. Com exceção do primeiro deles, o presidente afastado do Banco de Brasília (BRB), Roberto Figueiredo Guimarães - que já estava em liberdade desde a madrugada desta segunda-feira - todos os outros seis investigados ouvidos até o momento foram soltos pela ministra logo após deporem.
Agora, a ministra ouve o chefe de gabinete do ministério de Minas e Energia, Ivo Almeida Costa, oitavo acusado a depor desde as 8h30. Com a Operação Navalha, a PF desmantelou um esquema acusado de fraudar licitações de obras públicas e de desviar recursos de programas federais como o Luz Para Todo, prendendo 47 pessoas. Elas são acusadas de desviarem dinheiro dos ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, Cidades e Planejamento, além do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, negou o pedido de extensão de liminar feito pelo presidente da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Jorge Targa Juni, outro dos presos pela Operação Navalha.