Agência Brasil
SÃO PAULO - Os servidores da Polícia Federal iniciaram uma paralisação que deve durar 72 horas, de acordo com o sindicato da categoria. No estado de São Paulo, 100% dos policiais federais aderiram à greve, segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindfp-SP), José Amaury de Rosis Portugal. O serviço mais afetado deve ser o de emissão de passaportes. Nesse caso, estão sendo atendidos apenas crianças, idosos, pessoas doentes e aqueles que viajam quarta-feira.
Além da emissão de passaportes estão paralisados também todas as delegacias, inquéritos policiais, oitivas de pessoas. Só continuam sendo realizados os serviços essenciais realizados pelo plantão policial, que é aquele que recebe as partes, registra as ocorrências e lavra os flagrantes. Segundo Portugal, o serviço dos policiais federais nos aeroportos de Congonhas e Internacional de Guarulhos e no porto de Santos já estão sendo executados na operação-padrão, com inspeções mais detalhadas e demoradas.
Portugal explicou que os servidores reivindicam que o governo cumpra com o acordo firmado no ano passado, no qual ficou combinado que os policiais receberiam um reajuste de 68% em duas parcelas: a primeira em 2006 e a segunda em 2007. - A primeira foi paga, mas em duas partes, não como queríamos. A segunda o governo não reconheceu. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo disse que não tinha conhecimento disso e nós temos um documento assinado por ele e pelo ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos.
Esta é a quinta paralisação dos servidores desde o ano passado, de acordo com o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado de São Paulo. Na próxima quinta-feira o sindicato da categoria reúne-se novamente com o governo, para tentar um acordo ou o cumprimento do acordo já existente com o pagamento dos 30% restantes. Caso não haja acordo, os policiais federais podem entrar em greve por tempo indeterminado.