Leandro Mazzini, Agência JB
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu hoje à tarde o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, citado pela Polícia Federal como possível beneficiário de uma propina de R$ 100 mil paga pelo empreiteiro Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, preso semana passada na operação Navalha por ganhar licitações fraudulentas e superfaturar obras.
- É importante que se avancem as investigações, porque não há absolutamente nada, até o momento, que comprove o envolvimento do ministro.
O presidente do Senado evitou falar em investigações no Congresso sobre o esquema de corrupção, que envolve pelo menos cinco ministérios e, segundo relatório da PF, cerca de 40 deputados.
- É importante que a investigação avance, e que esses fatos se esclareçam rapidamente, para que as especulações não se sobreponham aos fatos - disse Renan, na chegada ao Congresso. - Para que saibamos as extenções das denúncias e quem tem responsabilidade. Terei, como presidente do Senado, absoluta isenção para conduzir o que for preciso conduzir.
Renan admitiu que conhece Zuleido mas não tem nenhuma ligação pessoal com o empreiteiro, cuja construtora tem obras em seu Estado, Alagoas.
- Conheço o Zuleido como conheço os representates das empresas que têm investimentos em Alagoas e outros Estados. É natural que eles procurem os governadores e senadores.
Renan disse que é natural a bancada pedir verbas para o reduto.
- Não temo absolutamente nada. Meu papel no Senado é a defesa do interesse público. Toda a bancada defendeu o interesse de Alagoas. Toda vez que fizemos isso foi a pedido dos governadores - disse o senador. - Fizemos muitas mudanças no Orçamento no fim do ano e faço questão que elas continuem.