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Empresários mostram sugestões para a relação entre Brasil e Paraguai

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Agência Brasil

ASSUNÇÃO - Empresários paraguaios e brasileiros apresentaram no domingo aos presidentes Lula e Nicanor Duarte reivindicações e sugestões para ampliar o intercâmbio comercial dos dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, considerou o encontro positivo, já que os dois presidentes puderam não apenas falar sobre o comércio de cada país, mas também ouvir os anseios do empresariado.

De acordo com Amorim, o Paraguai não quer apenas mais acesso ao mercado brasileiro, mas também ser visto como um negociador em potencial.

- Os empresários brasileiros demonstraram disposição para investir no país, sobretudo em etanol e biodiesel, que já são produzidos no Paraguai.

Os principais produtos que o Brasil compra do Paraguai são cereais (milho e trigo) algodão, peles, couros e soja em grão, e exporta máquinas e equipamentos, veículos automóveis e tratores com suas partes e componentes, adubos, fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, além de borrachas, e plásticos.

O chanceler brasileiro destacou que este foi um encontro inédito.

- Eu trabalho em Mercosul há muitos anos e nunca vi um encontro Brasil- Paraguai desse tipo, com essa densidade.

Amorim acredita que esse encontro vai abrir uma era nova para investimentos conjuntos possivelmente instalações de fábricas brasileiras aqui, trabalho cooperativo na área de biodiesel e de etanol.

O presidente da Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais e Oleaginosas, Jorge Heisecke, disse que o Brasil é um mercado natural para os produtos paraguaios, não só pela dimensão geográfica, mas principalmente pela proximidade. Na prática vemos uma série de problemas que impossibilitam esse comércio e que reflete na balança comercial, tão desfavorável.

- Quando temos a oportunidade, queremos que todo mundo nos escute, principalmente se for o presidente Lula.

Jorge Heisecke saiu otimista do encontro. Segundo ele, o presidente Lula reafirmou o compromisso brasileiro com o desenvolvimento do Paraguai.

- Nós apresentamos nossas queixas e acreditamos que vamos ter uma resposta positiva. Nós nos reunimos muitas vezes com o ministro Celso Amorim, que nos explicou que muitas vezes a burocracia é empecilho para que os produtos paraguaios cheguem ao Brasil .