Portal Terra
BRASÍLIA - A Polícia Federal informou sábado que a quadrilha que fraudava licitações públicas, desmantelada pela Operação Navalha, teria pago pelo menos R$ 2,1 milhões em propina para mais de 30 agentes públicos.
Eles receberiam os valores, em dinheiro ou presentes, para auxiliar a construtora Gautama a vencer licitações de obras públicas, que ela nunca executava ou realizava apenas parte do projeto.
De acordo com a Polícia Federal, a Gautama teria dado ao ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares, um carro no valor de R$ 110 mil, em troca da liberação de R$ 1,6 milhão para obras de pavimentação da BR-402, no Maranhão.
O prefeito de Sinop (MT), Nilson Leitão, teria recebido R$ 200 mil um dia depois de assinar um contrato para construção de uma rede de esgotos, que favoreceu ilegalmente a Gautama.
Já o prefeito de Camaçari (BA), Luiz Caetano, teria ganhado uma viagem para Salvador, hospedagem e convite para um camarote no Carnaval desse ano. Em troca, o prefeito teria assinado um convênio com o Ministério das Cidades que favoreceu a empresa.