Júlia Moura e Angélica Paulo, Agência JB
RIO - A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) deu até as 16h desta terça-feira para que os estudantes desocupem o prédio invadido desde o dia 3 de maio, segundo assessoria da USP. No entanto, os alunos decidiram manter a ocupação.
- A reitoria (...) condiciona o seu atendimento à desocupação do prédio até as 16h do dia 15 de maio. Assim ocorrendo, a Reitoria se dispõe a prosseguir na análise dos temas da pauta de reivindicações, por comissão paritária de professores e alunos, a ser constituída após a desocupação - afirma a instituição por comunicado.
A USP ameaça tomar medidas jurídicas, caso os alunos não saiam do prédio. Os estudantes dizem ainda que não é por meio de pressão que as negociações devem prosseguir, e que entendem que suas reivindicações não foram atendidas.
A plenária deliberativa dos estudantes realizada na noite dessa segunda decidiu que os universitários irão manterr a ocupação no prédio da reitoria. Cerca de 200 estudantes se revezam no complexo. Os estudantes querem que as negociações com a reitoria continuem.
Funcionários da decretaram greve geral, a partir desta quarta-feira, em virtude do decreto do governador José Serra, que cria a Secretaria de Ensino Superior.
Segundo representante dos funcionários da universidade, o decreto do governador, que determina políticas de ensino e pesquisa, além da contratação e demissão de funcionários, tira a autonomia da instituição, subordinando-a a recém-criada Secretaria.
O decreto 51.460 entrou em vigor em janeiro de 2007, logo após a posse do governador do Estado de São Paulo e vincula à Secretaria de Ensino Superior as três Universidades Públicas Paulistas (UPP).
A greve está marcada para o próximo dia 16. No dia seguinte, os funcionários realizarão uma passeata que sairá da USP, indo até o Palácio Bandeirantes, residência oficial do governador, onde promoverão ato público contra criação da Secretaria.