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Marina rebate opção por nuclear e não dá prazo para Madeira

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REUTERS

RIO - Uma semana após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter apontado a energia nuclear como alternativa à construção de hidrelétricas, devido à demora na concessão de licenças ambientais, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se posicionou contrária à idéia.

- O ministério é contrário à energia nuclear, temos uma matriz energética limpa, é uma vantagem diferencial que nenhum país tem... nós devemos perseguir essa meta energética limpa e sem riscos - disse ela numa entrevista coletiva no Rio.

- A energia nuclear tem um problema grave que é a deposição dos resíduos. A melhor forma para o meio ambiente é buscar outras alternativas, como hidrelétrica, eólica e biomassa - complementou.

A ministra afirmou que não se sentiu pressionada com o discurso do presidente Lula sobre a alternativa nuclear.

- O presidente Lula tem a consciência de que ele quer preservar as coisas, em nenhum momento ele tem feito discursos de uma coisa em prejuízo da outra - ressaltou. Ela lembrou que Lula participou da elaboração da Constituição de 1988, que no artigo 225 trata da preservação ambiental.

Apontada junto com térmicas a óleo ou carvão como opção para garantir o crescimento do país diante da demora na liberação de licenças ambientais para as duas usinas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, a construção de Angra 3 será discutida na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para junho.