Agência Brasil
BRASÍLIA - O Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobrou nesta segunda-feira, em nota assinada pelo presidente da entidade, Cezar Britto, a apuração e a punição dos assassinos do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho. O crime ocorreu no último sábado na cidade paulista de Porto Ferreira.
- Toda vez que um jornalista sofre qualquer tipo de violência e constrangimento em face do exercício de sua profissão, a vítima não é apenas ele, é a sociedade e o estado democrático de direito - afirma a nota da OAB.
Barbon, de 37 anos, encontrava-se em um bar quando foi surpreendido por dois homens em uma moto. Um deles disparou dois tiros contra o jornalista. Segundo a polícia local, "tudo indica que foi crime de execução". Há quatro anos, Barbon denunciou um esquema de aliciamento de menores na cidade de Porto Ferreira, comandado por empresários e vereadores. O caso teve repercussão nacional.
- Há claros sinais de que jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, executado covardemente, sofreu retaliação em face de denúncias que veiculou pela imprensa. É, portanto, crime de lesa-democracia, que precisa ser apurado e punido - ressalta a nota.
O jornalista, enterradono último domingo, era casado e tinha dois filhos. Até o início da tarde de hoje, a polícia de Porto Ferreira ainda não tinha pistas dos pistoleiros ou dos possíveis mandantes do crime. Segundo o delegado da cidade Eduardo Henrique Campos, Barbon tinha "muitos desafetos" no município, e pode ter sido assassinado por "alguma denúncia que estivesse trabalhando".