Portal Terra
FORTALEZA - Investigações da Polícia Federal apontam que a quadrilha que fraudava vestibulares e concursos, descoberta pela Operação Vaga Certa, agia em pelo menos oito Estados. A polícia estima que pelo menos 50 pessoas foram beneficiadas com o esquema do grupo e dez universidades públicas podem ter sido lesadas.
O estudante Jairo Pinto Fonseca, 24 anos, se apresentou na noite desta quarta-feira, acompanhado de seus advogados, à Superintendência da PF em Fortaleza. Ele é o segundo suspeito a confessar participação no esquema. No final da manhã desta quinta, foi retomado o interrogatório do bacharel em Direito e estudante de Medicina Olavo Vieira de Macedo, iniciado na tarde de quarta.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, o jovem está revelando detalhes da atuação do grupo que atuava em universidades no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia e até na Bolívia, onde segundo ele, apenas recrutava estudantes para fazer as provas no Brasil.
O grupo cobrava entre R$ 25 mil e R$ 70 mil de vestibulandos para que outras pessoas fizessem as provas e garantissem a aprovação. Os cursos mais visados eram Medicina e Odontologia.