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Brasil e Nicarágua se reúnem para tratar de projetos de cooperação

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Agência EFE

MANÁGUA - Brasil e Nicarágua começaram nesta segunda-feira em Manágua uma reunião de trabalho de dois dias para dar seqüência aos acordos de cooperação em 'cinco grandes áreas', assinados pelos dois países em março.

A reunião foi aberta pelo secretário de Relações Econômicas da Nicarágua, Valdrack Jaentschke, e pelo subsecretário-geral do Brasil para a América do Sul, Jorge Taunay, na presença de uma grande delegação de empresários brasileiros.

Jaentschke disse que a Nicarágua apresentará uma proposta de cooperação brasileira num total de 37 projetos em diversas áreas, como saúde, educação, agricultura, energia, transporte, turismo, cidades e desenvolvimento social.

O secretário afirmou que os projetos estão distribuídos em 'cinco grandes áreas": social, produção, infra-estrutura, comércio e investimentos, e assuntos exteriores.

Taunay disse que o Brasil apoiará a Nicarágua nos 'campos onde seja possível haver cooperação'.

- Como será realizada a cooperação e em que campo ela vai acontecer? Isso depende mais do Governo da Nicarágua, que decidirá o que necessita e nós diremos se é possível - destacou.

O diplomata brasileiro acrescentou que 'toda a cooperação possível será feita', sempre e quando a 'Nicarágua quiser'.

Ao ser perguntado se os projetos incluirão a produção de biocombustíveis a base de etanol, Taunay disse que isso dependerá da Nicarágua.

- Depende deles. Se quiserem (biocombustíveis a base de etanol), haverá, senão, não haverá - respondeu.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, alertou sobre os problemas da produção desse combustível em grande escala.

A missão brasileira é integrada por representantes do Governo e por uma grande delegação de empresários.

Entre os empresários brasileiros que se encontram em Manágua, estão Gilberto KFouri, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo; Fernando Magno Pompeu, representante do Banco do Brasil no Panamá; Luiz Filipe de Castro Neves, gerente de operações na área de comércio exterior do BNDES; Francisco Rapuano, diretor para a América Central da construtora Constran; Carlos Eduardo Lemos, diretor de assuntos internacionais da Daimler Chrysler; e Maria Aparecida Lima, diretora regional para a América Central da Marcopolo.