Reajuste para policiais militares aguarda negociação com PF

Agência Brasil

BRASÍLIA - A definição sobre o aumento salarial dos policiais civis, militares e bombeiros do Distrito Federal depende da negociação salarial com os policiais federais, informou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. O assunto foi discutido nesta sexta-feira entre o governador e os ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, em reunião no Palácio do Planalto.

- Nós estamos atrelados a uma negociação do governo federal com a Polícia Federal, só depois disso vamos tratar do nosso caso - disse Arruda, após o encontro.

Pela Constituição Federal, é competência da União organizar e manter a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Segundo o governador, o reajuste salarial para essas categorias deverá ser definido por Medida Provisória, a ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele não mencionou o percentual de reajuste defendido pelo governo do Distrito Federal.

Arruda disse que a reunião desta sexta-feira foi a primeira de uma série de encontros com o governo federal para discutir a situação salarial dos segmentos da segurança pública do DF.

- Essas coisas se dão com vagar. No ano passado, por exemplo, nós só tivemos uma solução definitiva no mês de outubro, então nós temos que conduzir com calma, tranqüilidade e equilíbrio, colocando o interesse público acima dos interesses, ainda que legítimos, dos grupos organizados.

A Associação dos Policiais e Bombeiros Militares (Aspol) e o Sindicato dos Policias Civis (Sinpol) do Distrito Federal defendem que o percentual de reajuste seja de pelo menos 14,14%, a mesma variação que o Fundo Constitucional do DF teve entre 2006 e 2007. É desse fundo que vêm os recursos para o pagamento dos salários dos segmentos de segurança pública do Distrito Federal.