Intercâmbio entre escolas públicas e privadas melhora aprendizado

Agência Brasil

BRASÍLIA - O secretário executivo do Ministério da Educação, André Lázaro, fala durante o 2º Encontro Nacional de Escolas-Irmãs, que discute a cultura da solidariedade na educação Brasília - Representantes de escolas públicas e particulares se reuniram nesta sexta feira, no 2º Encontro Nacional de Escolas-Irmãs, para debater a importância da cultura e da solidariedade na educação. Eles trocaram experiências sobre a adesão ao Programa Escolas-Irmãs, um dos ramos de atuação do Fome Zero.

De acordo com os participantes, a iniciativa melhora o aprendizado dos estudantes.

O programa é uma parceria entre escolas que vivem uma realidade social e cultural distinta, explica a coordenadora do programa, Rosângela Rossi. Segundo ela, a escola interessada em participar preenche uma ficha de adesão e estipula o perfil da escola que gostaria de ter contato.

A coordenação programa proporciona o intercâmbio por meio de cartas e e-mails. Professores e alunos trocam experiências, atividades pedagógicas e conhecimentos culturais.

Algumas escolas que participam do projeto nos mostraram que a evasão diminuiu bastante, a aprovação cresceu e ainda existe incentivo à responsabilidade social dos alunos, que reconhecem o seu papel como cidadão, conta Rosângela Rossi.

O secretário-adjunto do Ministério da Educação, André Lázaro, afirmou durante o encontro que uma das principais dimensões do projeto é a solidariedade. Ele ensina um valor que não é corriqueiro e nem fácil de encontrar modos de experimentá-lo. É importante porque esses diálogo entre escolas não é uma prática comum. Os indicadores das escolas que participam do programa melhoram.

Para a diretora da Escola Municipal Parque Nascente em Luziania (GO), Maria Lúcia Teixeira, o maior resultado do programa é o crescimento pedagógico.

- A minha escola é de classe baixa e a escola irmã é uma escola de classe alta. Então o intercâmbio que as crianças mantêm, além da ajuda pedagógica, eleva o auto-estima delas - afirma a diretora.

A coordenadora pedagógica da Escola das Nações, Ana Maria de Almeida, diz que o projeto oferece aos alunos uma oportunidade de conhecer novas culturas, novos ambientes de ter intercâmbio com crianças que estão longe.

Tudo que é de novo a gente procura passar para escola irmã para conviver com uma mesma formação e dividir todo o aprendizado - acrescenta a coordenadora.

A Escola das Nações, em Brasília, é escola-irmã de uma escola em Santo Antônio do Descoberto, região de baixa renda do Distrito Federal. Juntos, professores e alunos já chegaram a organizar uma feira cultural.

Atualmente, 240 escolas fazem parte do Programa Escolas-Irmãs. As instituições interessadas em participar podem obter mais informações por meio da página: www.brasil.gov.br/escolasirmas.