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Furacão: inquérito aponta líderes da quadrilha

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Portal Terra

RIO - O inquérito que deu origem à Operação Furacão, e que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) em segredo de Justiça, aponta Antônio Petrus Kalil, o Turcão, o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Ailton Guimarães, e Anízio Abrão Davi como os líderes da quadrilha que operaria o esquema de jogos ilegais. A informação é do Jornal Nacional.

O desembargador Carreira Alvim, ex-vice presidente do Tribunal Regional Federal (TRF), é citado como tendo feito acordos prévios com lobistas e advogados. Numa escuta gravada com autorização da Justiça, Alvim fala para um advogado que quer receber a sua parte em dinheiro.

O juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, Ernesto Dória, aparece como ligado aos representantes de bingos. Ele confirmou à Polícia Federal, em depoimento prestado nesta terça-feira, o esquema de venda de decisões judiciais.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina, que deu uma liminar favorável à liberação de máquinas caça-níqueis, é citado dezenas de vezes no inquérito. Segundo a polícia, o irmão dele, Virgílio Medina, pediu dinheiro para interferir na decisão judicial. O pedido inicial foi de R$ 600 mil, mas a negociação teria sido fechada por um R$ 1 milhão.

- O ministro, em nenhuma hipótese, conversou sobre esse processo com o irmão e não sabia que o irmão estava conversando sobre esse processo com outros advogados, se é que estava - afirmou o advogado do ministro Medina, Antônio Carlos de Almeida Castro.

A polícia descobriu ainda um suposto empréstimo de R$ 440 mil de Virgílio para o irmão. Os investigadores suspeitam que o empréstimo teria sido para acobertar pagamento de negociações. O advogado do ministro afirmou que a transação foi legal e declarada no Imposto de Renda de ambos.