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Amorim diz que Brasil vê Banco do Sul com simpatia

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Agência EFE

BRASÍLIA - O Brasil observa 'com simpatia' o projeto para criar o Banco do Sul, mas considera que é necessário 'negociar muito' antes de considerá-lo como fato, disse nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Em entrevista coletiva, o chanceler disse que a iniciativa, proposta pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, 'é muito interessante' e tem grande potencial para promover o desenvolvimento, mas esclareceu que existem assuntos técnicos e diferentes opiniões que deverão ser negociadas e unificadas.

Neste final de semana, em reunião realizada em Caracas, os ministros da Economia da Venezuela, da Argentina, da Bolívia e do Equador avançaram nas negociações e fixaram a meta de constituir o Banco do Sul no primeiro semestre deste ano, com capital inicial de US$ 7 bilhões.

Amorim afirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, participou recentemente de reuniões realizadas com o mesmo objetivo, em Buenos Aires, e expressou sua simpatia pela idéia, mas insistiu em que o projeto - pelo menos para o Brasil - ainda está em fase de discussão.

Segundo Amorim, 'a grande prioridade' da política externa do Brasil 'continua sendo a América do Sul', e disse que isso foi demonstrado inclusive na visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao líder americano, George W. Bush, no sábado passado.

Nesse encontro, Lula defendeu a renovação das preferências tarifárias oferecidas pelos Estados Unidos aos países andinos, como solicitaram os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales.

- Bush ouviu e mostrou interesse - disse Amorim, considerando que o excelente diálogo que há atualmente entre o Brasil e os Estados Unidos não é favorável apenas para seu país, mas também para toda a América do Sul.