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Publicidade confunde ao anunciar internacionalização da Amazônia

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Agência Brasil

BRASÍLIA - Um vídeo com um executivo de um laboratório estrangeiro, fabricante de cosméticos, propõe a venda da floresta Amazônica. Em cena, o diretor sênior de marketing da Arkhos Biotech, Allen Perrell, diz em inglês que a comunidade internacional e os investidores querem tomar conta da região.

As imagens e texto veiculados pela internet são peças de uma campanha publicitária do Guaraná Antártica, que está usando uma nova ferramenta de marketing, chamada alternate reality games (ARGs), para atrair seus consumidores para um jogo virtual de mistério. A trama gira em torno da fórmula secreta do refrigerante e a personagem vilã do jogo é a imaginária empresa de cosméticos.

Conforme nota da Ambev, fabricante do Guaraná Antártica, a história é fictícia, mas espelha preocupação em relação à preservação da Amazônia, de onde se origina o guaraná. A campanha é da própria companhia e da Editora Abril.

O vídeo da Arkhos Biotech gerou interesse da imprensa, como a Agência Amazônia de Notícias, que divulgou que Empresa dos Estados Unidos propõe privatizar Amazônia (27/03); e o jornal Correio Braziliense, que chegou a noticiar o protesto contra a empresa feito na recente passagem do presidente George W. Bush por São Paulo (10/03).

A ameaça de internacionalização e venda da Amazônia também mobilizou políticos da região, como o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que propôs audiência pública com a empresa, e da deputada Perpétua Almeida (PCd B-AC), que queria pedir ao Ministério da Justiça e ao Itamaraty informações sobre as atividades da empresa no Brasil.

Desfeita a desinformação, a deputada Perpétua Almeida quer que o vídeo fictício seja retirado da internet.

- O vídeo tem que sair do ar. É um acinte à soberania nacional, uma incitação dizer que o Brasil não cuida da Amazônia.