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BID inicia assembléia com debate sobre inclusão social

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Agência JB

GUATEMALA - A 48ª assembléia de governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a 22ª assembléia da Corporação Interamericana de Investimentos (CII) tiveram início nesta sexta-feira na Cidade da Guatemala, com uma discussão sobre a inclusão social como meio para combater a pobreza e alcançar o desenvolvimento.

O vice-presidente guatemalteco, Eduardo Stein, iniciou o debate com uma crítica às organizações financeiras internacionais por terem pretendido, no passado, satisfazer às reivindicações de inclusão das maiorias com a promoção de programas de 'acesso a ativos produtivos'.

Segundo Stein, foi descoberto que, para que a inclusão social seja efetiva nos processos de desenvolvimento, é necessária uma estratégia de 'crescimento econômico', garantida com assistências em saúde, educação e emprego, 'e não só em dinheiro'.

O presidente da Guatemala acrescentou que o Banco Mundial (BM), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o BID obrigaram os países pobres a 'assumir rígidos programas de ajuste estrutural', os quais não têm rendido os frutos esperados de desenvolvimento e de luta contra a pobreza.

Em troca da ajuda financeira, lamentou Stein, 'as organizações nos obrigaram a 'apertar os cintos' com programas de impactos sociais dolorosos que não deram resultados'.

Já o vice-presidente do país defendeu que as 'agendas de inclusão', tanto dos organismos internacionais como dos Governos, se baseiem na 'ampla participação' de todos os atores sociais na busca e na obtenção de desenvolvimento.

"Apenas a ampla participação, plural e tolerante', permitirá que o investimento financeiro consiga 'melhorar a qualidade de vida' dos habitantes dos países pobres, afirmou.

O presidente do BID, o colombiano Luis Alberto Moreno, foi mais comedido. Sem fazer alusão direta às críticas, ele disse que a pobreza que aflige a maioria dos países da América Latina é um mal "que todos devem combater'.

O BID 'entende que é através da inclusão social dos jovens, das mulheres e dos indígenas que se alcança o desenvolvimento', disse.

Moreno citou como exemplo de apoio do BID a decisão dos governadores da entidade de aprovar o alívio da dívida dos cinco países mais pobres da América Latina.

Os países beneficiados são Honduras, Nicarágua, Haiti, Bolívia e Guiana, que tinham uma dívida total de US$ 4,390 bilhões com o BID, enfatizou.

Segundo o acordo firmado pelos governadores dos 47 países-membros, o BID perdoará US$ 3,37 bilhões em pagamentos de capital e US$ 1,017 bilhão em futuras cobranças de juros.