Agência Brasil
BRASÍLIA - Até o final de 2007, o Ministério da Saúde quer aumentar de 274 para 600 o número de unidades da Farmácia Popular. Para alcançar o objetivo, segundo o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Manoel Santos, o governo vai começar a construir novas 100 unidades. E terminar as 326 novas unidades, em fase de construção.
O programa, que funciona desde 2004, já abrange 221 municípios. São aproximadamente 2,5 milhões de pessoas atendidas por ano pelo programa. Mas o objetivo é mais amplo. - A Farmácia Popular foi criada para atender, aproximadamente, 25% da população que têm convênios médicos particulares ou públicos, mas que não têm condições financeiras para comprar os remédios - explicou.
Além das unidades próprias, o programa Farmácia Popular conta com redes conveniadas, que são redes particulares que, em parceria com o Ministério da Saúde, vendem antiflamatórios e remédios contra hipertensão e diabetes com até 90% de desconto.
- São 3.200 unidades conveniadas no Brasil e que vendem remédios mais baratos. Para o consumidor que não tem condições de adquirir o remédio é muito vantajoso - disse Santos. Segundo tabela do ministério, um comprimido de 10 miligramas de Enalapril (medicamento contra hipertensão) pode custar nas Farmácias Populares e conveniadas aproximadamente R$ 0,06. Em farmácias normais o comprimido do mesmo remédio pode chegar a R$ 0,46.
São Paulo é o estado com maior número de unidades em funcionamento. São 54 farmácias habilitadas no estado. Já no Mato Grosso do Sul ainda não há nenhuma farmácia popular. De acordo com Santos, seis unidades serão inauguradas ainda este ano no estado.