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Agência reguladora discute ampliação da hidrovia Tapajós-Teles Pires

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Agência Brasil

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) discutiu a importância e os impactos da construção da hidrovia Tapajós-Teles Pires, localizada no Mato Grosso, e projetada para escoar a soja produzida no Centro Oeste. A instituição discute soluções para o transporte fluvial do estado que possui crescente produção de soja e precisa de melhores meios de transporte para o escoamento de grãos. Em dez anos, a hidrovia deve chegar a 1.550 quilômetros de extensão.

A hidrovia Tapajós-Teles Pires é importante para o escoamento da produção de soja do Mato Grosso, maior produtor do país. Segundo o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, a safra pode chegar a 45 milhões de toneladas em 2010. O superintendente da Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental (AHIMOR), Michel Dib Tachy, disse que se a hidrovia estivesse pronta escoaria toda a produção de soja do Mato Grosso e suportaria o aumento da safra.

Atualmente, o escoamento da soja mato-grossense é feito através do Rio Madeira, no Amazonas, e por rodovias federais. A hidrovia Tapajós, com 346 quilômetros de extensão, escoa apenas pequenas produções do estado e combustível. De acordo com a especialista em regulação da Antaq, Ana Paula Fajardo, a hidrovia Tapajós-Teles Pires é muito importante.

- É uma alternativa que pode reduzir o custo de transporte e é uma solução estável - explicou ela.

A Antaq pretende aumentar a hidrovia em 1.043 quilômetros, no trecho que vai de Cachoeira Rasteira até Santarém. Será feita a construção de um dique com uma eclusa de 14 metros, derrocamentos e dragagens para desobstruir a navegação. Segundo Tachy, as obras devem ser concluídas em dez anos e vão suportar o crescimento da produção de soja do Mato Grosso. O superintendente estima um gasto de US$ 200 milhões.

A agência realiza uma série de seminários sobre as principais hidrovias do país para desenvolver o sistema hidroviário brasileiro. Segundo o superintende de Navegação Interior da Antaq, José Alex de Oliva, o ciclo de palestras tem o objetivo de difundir o conhecimento para que o Brasil possa usar as hidrovias como meio de transporte factível para nossa economia.

- Hoje temos uma malha hidroviária no país com 43 mil quilômetros de rios potencialmente navegáveis, isso ajudaria a alavancar a economia brasileira. A navegação fluvial tem baixo custo de investimento e uma resposta altíssima, com ganho de quase 25 % de redução do custo de transporte. O Brasil precisa disto - afirmou Oliva.