Agência Brasil
BRASÍLIA - As ações do Brasil no combate à desertificação vão ser apresentadas a outros países. O trabalho brasileiro está no 'Relatório de Implementação de Combate à Desertificação', cuja apresentação oficial ocorrerá no próximo mês em Buenos Aires, capital da Argentina, durante a 5ª Sessão do Comitê de Revisão da Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (Cric).
O relatório, elaborado por três anos pelo Ministério do Meio Ambiente, é uma espécie de prestação de contas do país à Organização das Nações Unidas (ONU), já que o Brasil é signatário da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.
- Em 2003 o Brasil estava numa posição de quase expulsão da convenção, por que não cumpria com os seus compromissos internacionais. Hoje o Brasil é tido como um país modelo a ser seguido, as ações desenvolvidas no Brasil são consideradas hoje um dos pontos altos da convenção - afirma o coordenador-técnico do Programa de Combate à Desertificação do MMA, José Roberto Lima.
De acordo com Lima, o relatório traz iniciativas do governo federal, de estados e da sociedade civil, que se uniram para enfrentar o problema em torno de um projeto maior, o Programa Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN), coordenado pelo MMA. Para o período de 2004 e 2007, o PAN tem recursos previstos da ordem de R$ 25 bilhões.
No programa estão inseridas ações como a distribuição de cisternas (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), o trabalho de formação de agricultores que vivem em áreas desertificadas (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o projeto de revitalização do Rio São Francisco (Ministério da Integração Nacional).
- Todos esses programas são de projetos de combate à desertificação, então o governo está tratando isso de forma muito consistente, muito contundente, no sentido realmente de parar, frear o avanço da desertificação e tentar recuperar áreas - afirma o coordenador.