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SÃO PAULO - O Consórcio Via Amarela desprezou o veto dos prórios fiscais e usou material inadequado nas obras da Linha 4, na zona oeste da capital paulista, de acordo com relatórios da equipe de fiscalização do Metrô de São Paulo. No ofício - feito entre maio de 2005 e dezembro de 2006, é reportado que 46 irregularidades não foram solucionadas. Outras 245 "não-conformidades", mas que teriam sido resolvidas, foram registradas, segundo o jornal Folha de S.Paulo.
Outro relato revelou que o Consórcio - composto pelas empresas OAS, CBPO (do grupo Odebrecht), Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez - continuou a utilizar material irregular mesmo depois dos alertas da irregularidade.
Fiscais chegaram a testemunhar os trabalharadores fazendo "gambiarras" com o sistema de encanamento das obras no local da futura estação Faria Lima, avaliadas em R$ 2,1 bilhões.
O Metrô afirmou que não considera graves as constatações feitas pelos fiscais porque seriam fatos corriqueiros de uma obra, principalmente naquelas de grande porte, como a Linha 4. O Consórcio Via Amarela não comentou as irregularidades apontadas pelos fiscais do Metrô.