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Residências ameaçadas por desabamento na obra do metrô são vistoriadas

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Agência Brasil

SÃO PAULO - As 79 residências ameaçadas pelo desabamento na obra da Estação Pinheiros do Metrô de São Paulo estão sendo vistoriadas nesta semana para que sejam definidas as que podem ser liberadas para moradia. Até a tarde de desta quarta-feira, foram avaliadas as condições físicas de 38 moradias próximas ao local do desabamento, ocorrido no dia 12 deste mês.

A comissão que inspeciona as casas é formada por representantes da Defensoria Pública de São Paulo e da Subprefeitura de Pinheiros, além de engenheiros do Conselho Regional dos Engenharia e Arquitetura (Crea-SP) e do Consórcio Via Amarela.

Segundo o coordenador-executivo da Defesa Civil municipal, Adilson Morais, a Subprefeitura só vai liberar as casas para moradia se esses laudos forem positivos, assim como o laudo sobre o solo da área, que está sendo feito por uma empresa contratada pelo consórcio. As vistorias deverão durar até o fim desta semana, e as residências seguras poderão ser liberadas para moradia já na próxima semana.

Nem todos os imóveis vistoriados estão desocupados. De acordo com Heidi Meneghetti, secretária que trabalha na Rua Capri (local do acidente), os membros dessa comissão de vistoria 'verificaram e anotaram, mas não falaram nada ñsobre as condições do imóvelí'. Segundo a secretária, eles disseram que, posteriormente, poderiam fazer mais uma vistoria.

Adilson Morais adiantou que a maioria dos imóveis vistoriados até agora, aparentemente, está em condições de habitabilidade. Ele ressaltou que 'é obrigação da Linha Amarela elaborar também um laudo técnico para liberar cada imóvel para ocupação. Apenas uma residência das 38 já inspecionadas está em condições críticas e provavelmente não poderá ser reocupada de imediato.

Na semana do acidente, o número oficial de residências a ser vistoriado era 55, mas subiu para 79 por terem sido identificadas mais famílias residindo no mesmo conjunto de imóveis.