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BRASÍLIA - Os três candidatos à presidência da Câmara dos Deputados evitaram o confronto em debate realizado nesta sexta-feira e mostraram idéias comuns para temas como os salários dos legisladores e a reforma política.
Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) defenderam que o reajuste dos deputados seja feito com base na inflação e que se inicie uma discussão sobre o teto salarial nos três poderes. Durante o debate, Rebelo chegou a falar em 'congelamento' dos salários dos ministros do Superior Tribunal Federal. Mas em seguida, ao falar com jornalistas, evitou repetir a expressão, afirmando que defende apenas que o teto salarial de pouco mais de R$ 24 mil para o Judiciário seja respeitado.
A expectativa de que o debate fosse tenso não se confirmou. Chinaglia, que agrega o apoio formal de mais partidos, temia ser submetido a um debate de 'dois contra um', o que acabou não acontecendo.
Sobre reforma política, os três destacaram a necessidade de se aprovar o financiamento público de campanha.
- Eu começo a discussão com a lista fechada e o financiamento público - disse Chinaglia.
Rebelo concordou com as duas sugestões e Fruet foi além, defendendo também a adoção do voto distrital como prioridade na reforma política.