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RIO DE JANEIRO - Paraguai e Uruguai fizeram, nesta sexta-feira, fortes, e até dramáticos, apelos a seus sócios do Mercosul por um tratamento justo nas relações do bloco, que levem em conta o tamanho menor de suas economias.
Em uma reunião de cúpula da união aduaneira, no Rio de Janeiro, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, disse que seu país poderia ficar, em futuras reuniões, apenas com o nome em uma etiqueta.
Seu colega paraguaio, Nicanor Duarte, que assumiu nesta sexta-feira a presidência temporária semestral do bloco, também apelou com firmeza para que se contemple as assimetrias entre as economias do bloco, formado ainda por Argentina, Brasil e Venezuela.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anfitrião do evento, reconheceu esse problema ao abrir a reunião, mas sublinhou os avanços do bloco e, principalmente, a multiplicação do comércio intraregional nos últimos anos.
Em sua intervenção, Vázquez concordou com Lula ao destacar o aumento do comércio entre os membros do Mercosul, mas afirmou que seu país tem um déficit de 1 bilhão de dólares com a união aduaneira.
Vázquez disse que seu país pede justiça no tratamento das assimetrias no processo de integração.
- Depois virá a solidariedade e a generosidade. Não somos objeto de beneficência, nem de dádiva, mas somos sujeitos de direito e a ele apelamos - afirmou.