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Forte chuva dificulta resgate de van soterrada

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Portal Terra

SÃO PAULO - A chuva forte que começou a cair na cidade de São Paulo na madrugada desta quinta-feira dificulta os trabalhos de resgate da van soterrada na cratera aberta onde será erguida a estação Pinheiros do Metrô - no veículo, estariam três pessoas desaparecidas com o desabamento da última sexta-feira.

Caso o mau tempo persista, os trabalhos de resgate, realizados por mais de 30 homens no local do desastre e que já atrasaram, terão de ser interrompidos. A previsão inicial era de que o microônibus fosse removido até a manhã desta quinta-feira.

Na noite de quarta-feira, foi possível mover o veículo por cerca de três metros por meio de uma retroescavadeira e cabos de aço, no túnel do Metrô, mas justamente a grande quantidade de lama, agravada com a chuva, e a instabilidade do terreno no local estão dificultando a remoção.

De acordo com a rádio CBN, na madrugada a movimentação de máquinas na cratera foi praticamente interrompida, enquanto a remoção de terra e entulhos prosseguiu de forma manual.

Teriam sido encontradas partes de corpos mutilados na van. Os bombeiros negam que seja possível ver novas vítimas dentro do coletivo porque ele está cheio de terra, mas o odor de material em decomposição é forte no local.

Segundo o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e técnicos do Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras da futura Linha Amarela do Metrô, devem estar no interior do veículo Reinaldo Aparecido Leite, 40 anos, e Wescley Adriano da Silva, 22, respectivamente motorista e cobrador da van. O funcionário público Márcio Rodrigues Alambert, 31 anos, também estaria no interior do automóvel.

Na manhã de quarata-feira foi resgatado o 3º corpo de vítimas do desastre - o motorista de caminhão Francisco Sabino Torres, 46 anos, que trabalhava na obra. Antes dele, foram recuperados os corpos da advogada Valéria Marmit, 37, na terça-feira, e da aposentada Abigail Rossi, 75 anos, primeira vítima a ser localizada e retirada dos escombros.

Além dessas vítimas, parentes de Cícero Agustino da Silva, 60 anos, registraram seu desaparecimento desde a tarde de sexta, quando ele teria se dirigido à região do desastre e não deu mais notícias. Ele pode estar sob os escombros.