STF dá 10 dias para Bolsonaro explicar agressões a jornalistas em Roma

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Foto: reprodução/Twitter/Ansa
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, deu um prazo de 10 dias para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) explicar as agressões sofridas por jornalistas em Roma, enquanto acompanhavam a comitiva presidencial durante a cúpula do G20.

O despacho responde a uma ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade e também determina que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria Geral da República (PGR) enviem pareceres sobre o caso em até cinco dias.

O pedido da Rede é para que Bolsonaro seja obrigado "a adotar, em caráter imediato, todos os meios de comunicação para assegurar o livre exercício da imprensa, bem como a integridade física de jornalistas e demais profissionais da mídia, durante a cobertura dos atos do presidente".

A solicitação foi feita depois que jornalistas foram agredidos na capital da Itália durante a cobertura do G20. Em relação ao presidente, o partido cobra que o STF impeça Bolsonaro de realizar ou incentivar ataques verbais ou físicos à imprensa sob pena de multa de R$100 mil por ocorrência.

De acordo com a Rede, o comportamento do presidente com jornalistas é "absolutamente reprovável e incompatível com o exercício do cargo de Chefe de Estado e Chefe de Governo". Além disso, o documento aponta que as ações de Bolsonaro levam apoiadores a repetirem ataques contra a imprensa.

Ao ameaçar e agredir os jornalistas e constrangê-los, tolhe as suas liberdades de expressão, a liberdade de imprensa em si mesma e quiçá as suas liberdades físicas, conduta repreensível se partisse de qualquer indivíduo e ainda mais reprovável ao ser realizada pelo Presidente da República", diz o partido. (com agência Ansa)

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