Conselho Nacional do MP determina a demissão de um dos procuradores acusados de abusos na Lava Jato de Curitiba

A medida é interpretada como uma demonstração pública de controle interno do MP sobre seus integrantes, num movimento para tentar esvaziar a votação da PEC 5

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O Conselho Nacional do Ministério Público determinou , nesta segunda-feira, a demissão do procurador Diogo Castor de Matos, integrante da finada Lava Jato de Curitiba, acusado de financiar um outdoor em defesa da operação. É o primeiro integrante da extinta força tarefa, acusado de abusos e outras condutas incompatíveis com o cargo, a ser punido exemplarmente.

A medida é interpretada como uma demonstração pública de controle interno do MP sobre seus integrantes para tentar esvaziar a votação da PEC 5, nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados. A proposta de emenda constitucional visa a aumentar o controle externo sobre o MP, com maior participação do Congresso Nacional na indicação de integrantes do CNMP.

Por alguns minutos, houve empate de 5 a 5 entre os integrantes do Conselho. O voto do vice da PGR Humberto Jacques de Medeiros decidiu o julgamento, com a condenação do procurador à perda do cargo no MPF.

O corregedor do CNMP Rinaldo Reis, ao decidir pela abertura do Processo Administrativo Disciplinar, em setembro do ano passado, já havia apontado indícios de improbidade administrativa na conduta de Diogo Matos.

Castos admitiu ter pago o outdoor mas não explicou porque a operação foi realizada em nome de José Carlos Barbosa.

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