'Interferências externas': promotoras deixam força-tarefa que investiga morte de Marielle Franco

Em nota, MPRJ confirma que as promotoras pediram para sair da força-tarefa que investiga o caso e que os nomes dos substitutos serão anunciados em breve

Folhapress / Marcelo D. Sants/FramePhoto
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As promotoras Simone Sibílio e Letícia Emile deixaram a força-tarefa que investiga as mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, em março de 2018. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) confirmou a saída em nota neste sábado (10). Segundo o MPRJ, os substitutos de Sibílio e Emile serão escolhidos em breve.

"O MPRJ confirma que as promotoras de Justiça Simone Sibílio e Letícia Emile optaram voluntariamente por não mais atuar na força-tarefa que investiga o caso Marielle Franco e Anderson Gomes. A Procuradoria-Geral de Justiça do MPRJ reconhece o empenho e a dedicação das promotoras ao longo das investigações, que não serão prejudicadas. O MPRJ anunciará em breve os nomes dos substitutos", lê-se na nota do MPRJ.

As duas promotoras saíram por receio e insatisfação com "interferências externas". Não foram especificadas quais teriam sido essas interferências.

Caso Marielle

A vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e Anderson Gomes, seu motorista, foram executados em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro, quando o carro em que estavam foi atingido por diversos disparos. Quatro tiros acertaram a vereadora e três, o motorista. Quinta vereadora mais votada na capital fluminense, Marielle denunciava a violência policial em comunidades do Rio.

A Força-Tarefa, criada em março de 2021, visava chegar aos possíveis mandantes da morte da vereadora e de seu motorista.

Neste sábado (10), a Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-policial militar Ronnie Lessa, sua esposa, o cunhado e dois amigos pelo crime de destruição de provas no caso do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

De acordo com o MPRJ, Ronnie, que é acusado de ter matado os dois, e os outros quatro condenados jogaram armas do crime no mar quase um ano após a morte da vereadora e do motorista. A Justiça afirma que é possível que entre as armas estivesse a submetralhadora utilizada para matar Marielle.(com agência Sputnik Brasil)