Países que cuidam dos seus desde a infância

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O que têm em comum um time seleto de 16 países que respondem por quase um terço da Humanidade e boa parte do PIB mundial? O zelo por cuidar dos seus, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza.

A mobilização avançada no combate à Covid-19, que agora entrou na fase de vacinação das crianças entre cinco e 12 anos de idade, para ampliar o cerco à proliferação de novas cepas do novo coronavírus, é o traço comum que une os governos tão díspares em visão sobre a democracia e sistema de governo.

São eles: Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá, Chile, China, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hungria, Israel, Itália e Portugal. Juntas, têm cerca de 2,2 bilhões dos 7,8 bilhões de habitantes da terra. China e Cuba estão distantes dos ideais democráticos do Ocidente, mas têm responsabilidade para com a saúde de sua população e não hesitam em colocar a ciência em primeiro lugar.

O Brasil, desde o dia 16 de dezembro, quando a Anvisa aprovou a nova vacina infantil da Pfizer, e o Reino Unido poderiam integrar este time, elevando para quase 2,5 bilhões o total de países com imunização da 1ª infância à 3ª idade.

A vacinação, para as mais amplas faixas etárias das sociedades é a forma, comprovadamente mais eficaz (como mostram as curvas declinantes de novas contaminações e óbitos à medida que a vacinação avançou) de combater o vírus e suas variantes, como a nova ômicron.

 

Buscando pelo em ovo

Mas o negacionismo teimoso do presidente Jair Bolsonaro, devidamente exposto e devassado na CPI da Covid, continua procurando achar pelo em ovo, sob o beneplácito do ministro da Saúde Marcelo Queiroga, que, embora médico e cardiologista, segue a cartilha do antecessor, o general Eduardo Pazuello: “um manda e o outro obedece”.

Repetindo a fala de Pazuello, em dezembro de 2020 - quando todos clamavam pela aprovação das vacinas (já aplicadas nos EUA e Reino Unido) e ele respondeu aos jornalistas "Para que tanta angústia, por que tanta pressa" - Queiroga não apenas travou o andamento do exame da autorização da vacina para as crianças entre 5 e 11 anos, como, para agradar ao chefe abriu uma consulta pública para a população opinar.

Por esse método, quase Bolsonaro vira a capa da "Time" como "o Homem do Ano", mas os editores da revista ignoraram a ação dos robôs e escolheu Elon Muks, o bilionário dono da Tesla e da SpaceX.
Ao fim e ao cabo de uma demora irracional, quando a vacina for aprovada (além da perda de tempo e de vidas e aumento das internações), vai ficar claro que quem decidirá se o filho irá ou não ao posto de saúde são os pais e/ou responsáveis legais.

 

O que fazia Pazuello?

Aliás, o que fazia o general Pazuello, à quase meia noite de natal à bordo de uma moto descendo o elevado sobre a avenida Paulo de Frontin em direção à Praça da Bandeira, quando aparentemente foi se desviar de algo e perder a direção e quebrar a clavícula no tombo?

Gordo como estava, não poderia exercer a função de Papai Noel, pois entalaria na chaminé.

 

Caso Demétrio é a ponta do Iceberg

O caso do delegado da Polícia Civil Maurício Demétrio, preso em junho na Operação Carta de Corso – por cobrar propina a comerciantes de Petrópolis, na região serrana -, e que, agora, a investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) descobriu levar uma vida de luxo, incompatível com a sua remuneração oficial, é apenas a ponta de um iceberg.

Se a investigação for a fundo, vai descobrir iceberg maior do que o que colidiu com o Titanic, levando pelo menos 1.500 dos 2.200 passageiros e tripulantes à morte, após o choque quase à meia noite do dia 14 de abril de 1912.

Se a corregedoria da Polícia Civil e também a da Polícia Militar (e a do Corpo de Bombeiros) fossem diligentes, seria logo fácil perceber que detetives, investigadores e delegados da Civil e sargentos, tenentes e capitães da PM e dos Bombeiros andam amealhando patrimônio bem acima dos valores recebidos nos contracheques.

E nem se precisa vasculhar as contas bancárias. Basta uma incerta nos pátios de estacionamento das DPs e dos quartéis da Polícia Militar e dos Bombeiros. Quando os pátios têm veículos BMW ou Land Rover estacionados, em vez de Gol e modestos Fiat, é sinal de que alguma coisa está fora de ordem.

 

Um caso suspeito

Há muitos anos (fim do século passado) presenciei uma cena estranha no 2º andar do estacionamento da então Sendas Leblon (depois foi construído um prédio onde está o Hortifrutti, na Rua Adalberto Ferreira). Enquanto ia buscar meu carro (parava o carro lá, jantava da saudosa Plataforma, antes da reforma final e fazia as compras no mercado que fechava à meia noite), estranhei quando um carro da PM subiu acelerado a rampa do estacionamento.

Já imaginando alguma ação, me protegi e fui surpreendido. Embora tivesse a ver com um delito, a “missão” era de paz. O cabo, lotado no então destacamento da PM da Rua Capitão Cesar de Andrade, em frente ao atual Largo Sérgio Vieira de Mello (o diplomata brasileiro morto no atentado de 19 de agosto de 2003, contra o escritório da ONU, em Bagdá) estava trazendo na viatura o Tenente (do mesmo batalhão) para pegar o seu carro que ficara durante o seu turno no estacionamento da Sendas.

Caro leitor, você deve ter pensado o mesmo que eu: por que ele não deixou o carro no próprio estacionamento do quartel (pertencente ao Estado do Rio de Janeiro), que tem uma área tão ampla e ociosa, que cogita-se de um grande empreendimento imobiliário para parte da área, onde a iniciativa privada instalou um hospital de campanha contra a Covid-19, em 2020 (desativado antes que o perigo fosse embora)?

E aí me veio a suspeita que não precisa de Sherlock Holmes dizer ser “elementar” ao caro Dr. Watson, mas parece que as corregedorias não percebem ou não querem mexer no vespeiro.

 

Salário baixo e excesso de procura

A trilha de formação dos milicianos (que não é integrada apenas por ex-PMs, mas tem egressos da Civil e dos Bombeiros (que começam a faturar por fora com os laudos para funcionamento de bares, hotéis e restaurantes e depois se descobrem, irregulares quando ocorre um acidente com mortes) varia pouco.

Assim, outra questão intriga o cidadão comum: se os salários são “tão baixos”, como alegam os policiais para justificar aumentos que os blindariam (com a alta remuneração) das tentações do suborno, por que quando há um concurso para a PM, para os Bombeiros ou para cargos de escrivão na Polícia Civil, há tantos inscritos? “Elementar”, diria Holmes “é o brilho da estrela de xerife”.

 

Última chamada

Quem está pendurado em dívidas e com o nome nos cadastros do SPC e da Serasa, amanhã é a última oportunidade para renegociar operações e entrar 2022 com o nome limpo na praça.

O mutirão de renegociação do Banco do Brasil termina amanhã, dia 30 (dia 31 não haverá experiente bancário). Desde o início da campanha, em 6 de novembro, o banco atendeu mais de 125 mil pessoas com condições especiais.

A oferta do BB é quase um presente de Papai Noel, com descontos de até 95%, para liquidação à vista de dívidas vencidas. Também estão disponíveis descontos nas taxas de juros e prazo de até 100 meses para renegociação a prazo de operações vencidas.

Os clientes podem acessar as agências do Banco para renegociar suas dívidas e também os canais digitais: site, App, WhatsApp (61 4004-0001) e pela Central de Atendimento (4004-001 / 0800 729 0001).

 

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